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hace 3 meses

Empresa argentina aposta na produção de cereais

A empresa Argentina de Investimentos e Privações (IEP), a operar na fazenda agro-industrial do Longa, vai beneficiar de uma linha de crédito especial do Standark Bank, no...


Director Sebastian Tempeldiner está optimista com os avanços © Fotografia por: nicolau vasco | edições novembro


Este montante serve para o relançamento da produção de arroz, milho, trigo, soja e 

hortícolas diversas, em grandes quantidades com o objectivo de atender às

 necessidades alimentares da população das 18 províncias do paí


O director da fazenda, Sebastian Tempeldiner, disse, também, que o valor 

disponibilizado será empregue, fundamentalmente, na aquisição de uma nova frota de 

tractores, semeadoras, pivôs de irrigação, camiões basculantes, entre outros equipamentos essenciais do

 sector agrícola, para tornar o empreendimento num dos maiores centros de produção de cereais do país.


Sebastian Tempeldiner lembrou que desde Setembro do ano passado que a IEP se tornou na nova

proprietária da Fazenda Longa, por via do Programa de Privatizações (PROPRIV), trabalhando, neste momento, 

na inventariação minuciosa das diferentes áreas existentes, ou seja, de todos equipamentos 

deixados pela anterior gestão do projecto que ficou paralisado durante três anos.


No primeiro ano de produção que começa este ano, Tempeldiner disse que serão intervencionados,

 mais de 27 mil hectares de terras férteis para a plantação. Numa primeira fase está prevista a produção de arroz,

 milho, trigo, soja e hortícolas diversas, considerados produtos de consumo

imediato e muito procurados em qualquer mercado interno ou externo.


Realçou, também, que estão em curso os trabalhos de reparação dos tractores, pás-carregadoras, 

niveladoras, bulldozers, máquinas semeadoras e colhedoras, camiões basculantes, pivôs de irrigação

 centrais e frontais, entre outros meios, que foram vandalizados e se degradaram com o tempo.


Espera-se nos próximos dias, referiu, a chegada de uma equipa técnica da Argentina, que vai fazer uma revisão

 profunda de todos os componentes de processamento da fábrica, desde os silos de armazenamento, forno de 

secagem, máquinas de descasques e de embalagem de arroz, para se evitar constrangimentos.


Actualmente, os trabalhos na fazenda agro-industrial do Longa, construída em 2014 e que custou aos cofres do 

Estado cerca de 76 milhões de dólares, consistem igualmente na reabilitação da área do dormitório para acomodar 

30 técnicos, o refeitório, dois campos multi-usos, entre outros serviços e equipamentos.


Para o director Sebastian Tempeldiner, a sua empresa está a testar também numa área de cerca de 

400 metros quadrados, 15 variedades de sementes de arroz, provenientes da China, Brasil, Costa do Marfim, 

Madagáscar e República Democrática do Congo (RDC) que têm um ciclo vegetativo de três meses.


Disse que neste ensaio, a IEP fez um convénio com o Instituto de Investigação Agronómico do Huambo, 

que enviou 40 gramas de cada variedade de sementes que foram lançadas à terra em Dezembro e algumas 

estão a adaptar-se bem ao clima e solo da comuna do Longa.


"Depois deste teste que está a correr bem, esperamos ficar com pelo menos duas ou três variedades

 de origem africana que melhor estão a corresponder ao terreno do Longa que é muito complicado para se

 fazer a cultura do arroz devido ao elevado nível de acidez”, frisou.


Segundo Sebastian Tempeldiver, com algumas destas variedades que estão a adaptar-se bem ao terreno 

e clima da comuna do Longa, a IEP vai poder cultivar anualmente três a quatro vezes milhares de toneladas

 de arroz com melhor qualidade para chegar à mesa de todos os angolanos.


Anunciou que por este facto a sua instituição vai abrir um novo campo agrícola nas margens do rio Longa

 com uma área de sete mil hectares e outro de 20 mil hectares na sede municipal do Cuito Cuanavale, 

para a produção em grande escala de arroz, milho, trigo e soja.


Realçou que esta produção vai permitir à fábrica de processamento de arroz trabalhar de forma 

ininterrupta todo o ano e não apenas um ou dois meses conforme se verificava anteriormente devido 

à pouca capacidade de produção.


"Não podemos desperdiçar o grande potencial que a fábrica de processamento de arroz tem, 

nomeadamente os três silos para armazenar nove mil toneladas de cereais, secagem e descasque

 de 500 toneladas por dia, embalagem de 150 toneladas por dia, entre outras valências”, destacou.


Informou que a IEP vai beneficiar dentro dias de um crédito agrícola especial do Standark Bank

 no valor de 10 milhões de dólares para aquisição de tractores, semeadoras, pivôs de irrigação, 

camiões basculantes, entre outros equipamentos para tornar a fazenda agro-industrial 

do Longa num dos melhores centros de cereais de Angola.


Carlos Paulino | Longa